
Entre tarefas, preocupações e a rotina intensa da família, muitas acabam se colocando sempre por último. E, com o tempo, esse “depois eu vejo” vai se acumulando no corpo, na mente e no coração.
Por Carolina Prado
Existe uma ideia silenciosa que acompanha muitas mães ao longo da vida: a de que cuidar de si é um luxo, quando na verdade deveria ser uma prioridade. Entre tarefas, preocupações e a rotina intensa da família, muitas acabam se colocando sempre por último. E, com o tempo, esse “depois eu vejo” vai se acumulando no corpo, na mente e no coração.
Mas aqui vai uma verdade que precisa ser dita com carinho e firmeza: uma mãe cansada, sobrecarregada e emocionalmente esgotada não consegue oferecer o melhor de si. Não por falta de amor, mas por falta de energia. Cuidar de si não é egoísmo. É responsabilidade emocional com os filhos.
Pequenos gestos fazem uma grande diferença. Dormir melhor, se alimentar com mais atenção, ter um momento de silêncio, retomar algo que gosta de fazer, pedir ajuda quando necessário. Não é sobre mudar a vida inteira de uma vez, mas sobre começar a se incluir na própria rotina.
Segundo a psicóloga Ana Beatriz Barbosa Silva, “crianças não precisam de mães perfeitas, precisam de mães emocionalmente disponíveis”. E disponibilidade emocional não nasce do cansaço extremo, nasce do equilíbrio possível dentro da realidade de cada uma.
Neste Dia das Mães, talvez o melhor presente não esteja em algo que você vai ganhar, mas em algo que você decide fazer por si mesma. Porque quando uma mãe se cuida, ela ensina — sem palavras — que amor também é se respeitar. E esse é um dos maiores exemplos que um filho pode levar para a vida.



