
Neste Outubro Rosa, um convite para olhar além da prevenção ao câncer de mama e cuidar da Prevenção, atenção aos sinais e informação confiável continuam sendo grandes aliados da mulher.
Por Laura Menezes
Quando chega outubro, o rosa toma conta das campanhas, das empresas, das redes sociais e das conversas sobre saúde da mulher. É um movimento importante, mas que precisa vir acompanhado de algo fundamental: boa informação.
O câncer de mama não tem uma causa única. Idade, histórico familiar, fatores hormonais, características genéticas e hábitos de vida podem estar relacionados ao risco. E ter um ou mais fatores de risco não significa que uma mulher necessariamente desenvolverá a doença.
Segundo o INCA, cerca de 17% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com hábitos saudáveis, como praticar atividade física, manter o peso corporal adequado e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. A amamentação também é considerada um fator de proteção.
Isso não significa, evidentemente, que uma mulher que desenvolve câncer tenha deixado de se cuidar. O câncer é uma doença multifatorial. Prevenção não pode ser confundida com culpa.
Conhecer o próprio corpo faz diferença
Mais do que seguir uma técnica rígida de autoexame, a recomendação atual é que a mulher conheça suas mamas e esteja atenta a mudanças que não eram habituais.
Um nódulo endurecido ou que esteja crescendo, alterações na pele, retração do mamilo, saída espontânea de líquido, mudança no formato da mama ou pequenos nódulos na região das axilas são alguns dos sinais que merecem avaliação médica.
Perceber uma alteração não significa que seja câncer. Significa apenas que ela precisa ser investigada.
E esse talvez seja um dos principais recados do Outubro Rosa: não deixar para depois aquilo que merece atenção agora.
E a mamografia?
A mamografia pode identificar alterações antes mesmo que sejam percebidas pela mulher. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos, quando não existem sinais ou sintomas suspeitos. Mulheres fora dessa faixa etária podem ter indicação diferente, dependendo de seus fatores de risco e da avaliação do profissional de saúde.
Quando existe uma alteração suspeita, a situação é diferente: a mulher deve procurar atendimento independentemente da idade. O profissional poderá indicar os exames necessários para a investigação.
MITO OU VERDADE?
“Se não dói, não preciso me preocupar.”
MITO. Alterações suspeitas podem ser indolores.
“Todo caroço na mama é câncer.”
MITO. Existem várias causas benignas, mas um nódulo suspeito precisa ser avaliado.
“Só quem tem casos de câncer de mama na família corre risco.”
MITO. Apenas uma parcela dos casos está relacionada diretamente a fatores genéticos ou hereditários.
“Hábitos saudáveis ajudam na prevenção.”
VERDADE. Atividade física, peso corporal adequado e evitar bebidas alcoólicas estão entre as medidas recomendadas pelo INCA.
Outubro Rosa não precisa ser o mês do medo. Pode ser o mês do cuidado.
Conhecer o próprio corpo, manter os exames e consultas em dia, cultivar hábitos mais saudáveis e buscar atendimento quando algo parece diferente são atitudes simples, mas importantes.
Informação de qualidade não serve para assustar. Serve para ajudar a mulher a cuidar melhor de si.



